O Quarto do Menino

"No meu quarto que eu lia, escrevia, desenhava, pintava, imaginava mil projetos, criava outros mil objetos... Por isso, recebi o apelido de 'Menino do Quarto', título que adotei como pseudônimo e hoje, compartilho neste 'Quarto Virtual do Menino', o que normalmente ainda é gerado em meu próprio quarto". Bem, esse início já é passado; o 'menino' se casou (set/2008); há agora dois quartos, o do casal e o da bagunça... Assim, diretamente do quarto da bagunça, entrem e fiquem a vontade! Sobre a imagem de fundo: A primeira é uma reprodução do quadro "O Quarto" de Vicent Van Gogh; a segunda, é uma releitura que encontrei no site http://www.computerarts.com.br/index.php?cat_id=369. Esta longe de ser o MEU quarto da bagunça, mas em 2007, há um post em que cito o quadro de Van Gogh. Como disse, nada mais propício!!!... Passaram-se mais alguns anos, e o quarto da bagunça, já não é mais da bagunça... é o Quarto do Lorenzo, nosso primogênito, que nasceu em dezembro de 2010!

sábado, fevereiro 11, 2006

Vida

A melhor definição da VIDA pode ser resumida por estas palavras-chaves: INCERTEZA – ESCOLHAS – CONSEQÜÊNCIAS. Dito de outra forma: não é a VIDA uma grande interrogação?! Na qual fomos e somos inseridos e escolhem por nós nome, escola, profissão e, fazemos nossas próprias escolhas à partir das anteriores já tomadas por nós... Depois das nossas próprias escolhas e também concomitantemente a elas, colhemos conseqüências das mesmas; lógicas e óbvias; ou inesperadas, ilógicas, incertas... as conseqüências são existem!

A VIDA é esta: um maestro e gigantesco Ponto de Interrogação...Não nos cabe respondê-la. Tarefa impossível!

Nesta grande interrogação que é a VIDA somos levados pela própria natureza, egoísta, a agarrar-nos à pequenas e particulares exclamações, verdades absolutas nossas de cada vida, de toda uma vida, essa grande interrogação!

Quando não tão exclamativos ou taxativos, inflexíveis, ignorantes, nossa vida é composta por alguns pouquíssimos pontos-finais, muitos pontos-e-vírgulas, e vírgulas e basicamente muitas reticências...

Anterior e mais profundo a estas escolhas há a escolha da época, lugar, família, sexo... Escolhas também não-pessoais de nossos pais, avós, bisavós, ancestrais...

É mais fácil viver do que pensar na VIDA, assim, para a maioria maciça das pessoas basta o ir e vir, acordar, trabalhar, comer, beber, dormir... Recusam-se a procurar o sentido da existência. É mais cômodo. Suportam a difícil e única certeza da grande interrogação, que é a MORTE. Vão inventando distrações, hobbies, atividades mil, enquanto o tempo cronológico realiza, inexoravelmente, sua tarefa.

Parar para fazer um exercício reflexivo, pensar a respeito da VIDA, significaria deparar-se com o inevitável: o GRANDE Engendrador, Arquiteto, Administrador de tudo isso que é o tempo, o espaço, o ser e o estar! Nada mais óbvio que, para uma resposta satisfatória e infalivelmente certa só poderia vir do próprio que criou a grande INTERROGAÇÃO. Também é certo que Ele não a responderá aqui e agora, neste tempo e espaço limitado. Mas Ele não nos deixou sem base, a mercê das filosofias e explicações da criatura humana, capaz de pensar, refletir, de fazer juntar a semente do homem à semente da mulher, mas nunca de criar a existência de outrem. Por isso, a VIDA é valiosa, sem sombras de dúvida. Por isso Ele deixou-nos Sua Palavra, Palavra de Vida, eterna, abundante, mais que vitoriosa, a Grande EXCLAMAÇÃO! No mais, nada mais que reticências...

Marília, 01 de fevereiro de 2006.
André Coneglian

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