O Quarto do Menino

"No meu quarto que eu lia, escrevia, desenhava, pintava, imaginava mil projetos, criava outros mil objetos... Por isso, recebi o apelido de 'Menino do Quarto', título que adotei como pseudônimo e hoje, compartilho neste 'Quarto Virtual do Menino', o que normalmente ainda é gerado em meu próprio quarto". Bem, esse início já é passado; o 'menino' se casou (set/2008); há agora dois quartos, o do casal e o da bagunça... Assim, diretamente do quarto da bagunça, entrem e fiquem a vontade! Sobre a imagem de fundo: A primeira é uma reprodução do quadro "O Quarto" de Vicent Van Gogh; a segunda, é uma releitura que encontrei no site http://www.computerarts.com.br/index.php?cat_id=369. Esta longe de ser o MEU quarto da bagunça, mas em 2007, há um post em que cito o quadro de Van Gogh. Como disse, nada mais propício!!!... Passaram-se mais alguns anos, e o quarto da bagunça, já não é mais da bagunça... é o Quarto do Lorenzo, nosso primogênito, que nasceu em dezembro de 2010!

domingo, abril 11, 2021

O Jeremias - filme mexicano




“O Jeremias” é um filme mexicano produzido no ano de 2015; na sinopse disponibilizada em Português já encontramos algumas incoerências e incompreensões acerca da AH/SD (quando se refere ao protagonista como “gênio”), porém, por meio do gênero comédia, trata de modo simples e, ao mesmo tempo profundo a temática:

 

Jeremias (Martín Castro) é uma criança de 8 anos extremamente inteligente. Quando descobre que é um gênio, com um Q.I. acima do normal, ele luta para ser bem sucedido, apesar da ignorância e pobreza da sua família, cujo pai tenta lucrar com a genialidade do filho. Aos 8 anos, ele precisa antecipar uma das mais difíceis questões da vida e desvendar o que deseja ser quando crescer (O JEREMIAS, 2015).

 

Com base nas definições e dimensões dos mitos elencadas por Pérez (2003), é possível identificarmos muitos desses mitos retratados no filme em questão. A autora lista sete mitos, os quais se desdobram em 30 dimensões.

Os sete mitos listados e discutidos por Perez (2003) são:

a)      Mitos sobre constituição: 9 dimensões

b)      Mitos sobre distribuição: 4 dimensões

c)      Mitos sobre identificação: 4 dimensões

d)     Mitos sobre níveis ou graus de inteligência: 3 dimensões

e)      Mitos sobre desempenho: 1 dimensão

f)       Mitos sobre consequências: 4 dimensões

g)      Mitos sobre atendimento: 5 dimensões

 

Assim, com base nessas categorias, fomos identificando nas passagens do filme tais mitos e propondo um aprofundamento para desmistifica-los. A análise é descritiva realizada por meio da lista de mitos e suas dimensões e o modo como a narrativa cinematográfica circula por elas.

“O Jeremias” (2015) tem valiosa contribuição para a área de Altas Habilidades/Superdotação pois apresenta de modo leve questões relevantes que perpassam a constituição, distribuição, identificação e outros mitos.

O uso da linguagem cinematográfica é recorrente nos cursos de formação de professores e especializações e precisa ser feito e modo coerente, confrontando com dados empíricos, apresentados em textos científicos.

Dos aspectos familiar, social e escolar onde se desdobram as narrativas do desajuste de Jeremias, que se percebe diferente da família, pede para ir à escola, mas ali também não se reconhece, o que mais salta aos olhos é o modo preconceituoso e irônico que a professora se dirige ao aluno “diferente”.

Quando é confrontado pela professora por não saber a resposta de um questionamento, Jeremias diz: “Sou gênio, não adivinho!”.

 

Referências

ANGERAMI, P. L. Cinema, educação e filosofia: possibilidades de uma poética no ensino. 2014. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, Marília. 2014.

FRAGA, P. D. Sobre cinema e educação estética. Revista Espaço Acadêmico, Maringá, v. 12, n. 137, 2012.

O JEREMIAS. Direção de Anwar Safa. México:  Motion Picture Associating of America, 2015.

PEREZ, S. G. P. B. Mitos e crenças sobre as pessoas com altas habilidades: alguns aspectos que dificultam seu atendimento. Cadernos de Educação Especial, Santa Maria, v. 2, n. 22, p. 45-59, 2003.

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o texto acima é um excerto de um trabalho escrito para o I Congresso Brasileiro de Educação para Altas Habilidades/Superdotação, em 2018, na cidade de Londrina-PR. Para ver na íntegra é só clicar aqui para acessar o arquivo PDF do mesmo.


sexta-feira, fevereiro 19, 2021

“DIZEI-ME COM POUCAS PALAVRAS*...”



O silêncio é minha veste nesses dias. Não é meu traje favorito, entretanto, o provisório silêncio é um pijama confortável para noites de sono. O pijama pode até ser confortável, mas tranquilo não é o sono, nem a noite, o dia, tempo algum. 

Cecília pede para dizer com poucas palavras aquilo que me atormenta... Não posso! Não consigo dizer com parcas “parole”... Há tanta dor, há tanto sofrimento... Dores e sofrimentos pessoais, não obstante, dói mais fundo a dor do coletivo.

Um coletivo de pobres e desassistidos! Pobres e desassistidos no qual me incluo - sem perspectiva de vacina e um retorno às atividades dos homens na Terra, todos abandonados e entregues ao deus Mercado e ao deus dará...

Despi-me brevemente de meu confortável silêncio-pijama por um motivo:

Ontem eu vi um pedido que me comoveu – sensível sempre fui; criei casca, transformou-se em couraça – mas encontro-me vulnerável.

Era uma jovem esposa clamando pela vida do jovem marido, internado com covid-19, com complicações no coração, ela pedia a todos, no vídeo.

“Tão corriqueiro nesse 2020 e 2021”, 240 mil pessoas perderam a vida. “Ah, mas afinal morreremos todos um dia”, podem argumentar os céticos, negacionistas e alienados alinhados ao bolsohitler tupiniquim.

Esse pedido foi diferente, foi feito em Língua Brasileira de Sinais, ela e ele são Surdos. Por que me comoveu tanto? A resposta não é simples, por isso, dizer com poucas palavras é difícil...

Há muitos anos uma amiga Surda chorou desesperadamente para mim. Não me recordo de choro mais triste, brotado no mais profundo âmago da alma, som gutural de quem não se ouvia a voz.

Não há palavra em Português, em Libras, em nenhuma língua para acalmar esse som gutural... Apenas abracei!

O clamor da jovem esposa em Língua de Sinais pelo jovem marido, para rezarmos/orarmos em favor dele, junto com suas lágrimas, foram como punhais em meu já abalado coração.

- Senhor das nossas pobres almas, que Sua Soberana Vontade alcance esse jovem casal. Os ouvidos surdos não ouvem som humano, mas creio que suas almas/espíritos podem ouvir o Céu.

Aproveito e peço pelo povo brasileiro: cego, surdo e mudo, hipnotizados por discursos e práticas de ódio e de homicídio em massa – armas ao invés de vacinas! – guiados por um “líder” desde sempre questionável, evidentemente equivocado, despreparado, que nunca escondeu suas intenções malignas.

Quase despi todo o pijama. Todavia, volto a ele, ao silêncio contemplativo. Sigo clamando, sigo pedindo. Que nossas súplicas – em alta voz, em meio tom, em silêncio, em Língua de Sinais, sejam todas atendidas.

Amém.

André Coneglian

17 fev. 2021



* Poema de Cecília Meireles, com mesmo título: “Dizei-me com poucas palavras”

 

quinta-feira, janeiro 28, 2021

MINHA COLEÇÃO PARTICULAR DE CECÍLIA MEIRELES E A CHEGADA DE “NOVOS” EXEMPLARES, COM DESTAQUE PARA UM DE 1949

 

Meu amor e minha admiração por Cecília Meireles crescem consideravelmente. Tamanhos são meu amor e admiração por ela que meu desejo é citá-la e referencia-la o tempo todo. Sigo empenhado em ter comigo toda sua obra publicada, todas as palavras que escreveu e publicou, bem como todas que escreveu e não pode publicar em vida, mas o fizeram suas filhas.

Poemas, romances, contos, crônicas, reportagens, ilustrações. Quero tudo! Tenho um selo comemorativo de seu centenário. Gostaria de ter a cédula de 100 cruzeiros [ganhei uma cédula nova de uma ex-aluna, a Marina Pradal e outra mais usada, da Paula] . Se possível, a edições mais antigas, mais próximas da autora quando ainda respirava. Como este exemplar que acabei de ganhar de presente da minha esposa por ocasião do meu quadragésimo aniversário (15/01/2021); ganhei outros livros da Cecília, da minha esposa, mãe e irmã, entretanto, este último é especial.



Minha esposa também me presenteou com uma boneca da Cecília, a boneca mais linda e única, não haverá outra igual. Nada comum, não é mesmo? Esposa confecciona e presenteia o marido com uma boneca. Pois é, não somos comuns.








O primeiro livro de Cecília Meireles que foi morar em casa e tenho até hoje: “Melhores poemas – seleção de Maria Fernanda”, 8ª edição, 1996, da Editora Global. O modo como esse exemplar foi parar em casa, um dia talvez eu confesse a um padre. No ano de 2011, minha querida amiga Tânia Tolentino me presentou com o mesmo livro, 14ª edição, de 2002.

O primeiro livro que eu comprei com meu salário foi “Crônicas de Viagem”, no ano de 2000, por conta de uma coluna publicada no jornal da minha cidade natal (Marília-SP); a coluna foi escrita, vejam só, por uma professora da Unesp de Marília, que viria ser minha professora no ano seguinte (2001), Profa. Sonia Marrach, responsável pela disciplina “História da Educação no Brasil”.

O meu exemplar de “Crônicas de Viagem” eu presenteei à minha amiga Priscila Mendonça, em um aniversário dela, 28 de agosto, só não me recordo o ano.

Depois eu descobri que a biblioteca da Unesp possuía os três primeiros volumes do livro “Crônicas de Educação”, os quais reúnem crônicas escritas por Cecília Meireles, enquanto foi jornalista, de dois jornais cariocas, o primeiro de 1930 a 1933 e o segundo de 1941 a 1943.

No ano de 2010, por ocasião do Dia dos Namorados – 12 de junho, Paula, minha eterna namorada, presenteou-me com a coleção dos 5 volumes de “Crônicas de Educação”. A leitura desses volumes, à época estudante de Pedagogia foi tão arrebatadora que não me achava digno de exercer o ofício de Professor, tamanha a responsabilidade apontada pelas crônicas de Cecília.

Minha coleção seguiu um ritmo tranquilo de aquisição de outros exemplares, que chegaram por meio de sebos da internet. Um dos momentos mais sublimes de aquisição de obras de Cecília (muitos exemplares no mesmo dia), foi quando estive por primeira vez na cidade do Rio de Janeiro, em setembro de 2007.

Numa reportagem de TV eu tinha ouvido que Cecília Meireles morou na Rua Smith de Vasconcelos, no. 30, no bairro Cosme Velho. No meu segundo dia no Rio de Janeiro fui atrás da casa. Encontrei! Tirei fotos, por fora. Tinha a esperança de entrar na casa e ver a biblioteca pessoal de Cecília, enfim, sua casa toda... ninguém atendeu minhas palmas insistentes.

[as fotos que tirei em frente à casa, estão em meu outro blog]

Descobri que a casa fica na rua lateral do Trem do Corcovado e foi assim que conheci o Cristo Redentor, por causa da Cecília Meireles. Como fiquei hospedado em um hostel (albergue para jovens) em Ipanema, na Rua Vinicius de Mores, o trajeto do ônibus do hostel a Cosme Velho e de Cosme Velho ao hostel, passava pela Avenida das Laranjeiras, onde fica localizado o Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES.

O INES foi o motivo principal para eu estar no Rio de Janeiro, naquele setembro de 2007. O instituto realiza anualmente um congresso e naquele ano comemorava 150 anos de fundação. Uma viagem memorável e inesquecível por muitos motivos.

Cecília Meireles visitou o INES e escreveu crônicas sobre a visita na sua coluna. Eu conheci uma das crônicas por meio da Revista “Sentidos”, publicação do INES, numa seção que resgata a “História” do instituto. Andando por Copacabana, ainda em 2007, descobri uma livraria/sebo: “Livraria Mar de Histórias”, Rua Francisco Sá, 51 – Copacabana, loja 11 e 12. O Google Mapas mostra uma foto da fachada da livraria onde se lê: “Todo livro que você não leu é um livro novo”. Por isso eu amo sebos!

Encontrei muitos tesouros de Cecília nesse sebo. Destaco um deles: o livro “O que se diz e o que se entende”, Editora Nova Fronteira, 1980. O que faz desse exemplar especial? Muito especial, para mim, aliás. É que o livro possui uma dedicatória escrita a mão, Stella compra este exemplar e presenteia a Lucy em 1980 (livro recém lançado). É muito caro para mim esses “pequenos” detalhes. “À querida Lucy do coração sutil e da alma requintada, carinhosamente. Stella. Rio, 17 de julho de 80”. Ainda sonho em descobrir Stella e Lucy, o que foram uma para outra, qual a história – oculta para mim e agora para vocês – que este livro representa para ambas. Enquanto Stella realizava aquele carinho a Lucy, eu estava sendo formado no ventre materno (cheguei ao mundo seis meses depois).




A biblioteca da Unesp em Marília-SP possui um exemplar do livro “Poemas Italianos, com a versão italiana de Edoardo Bizzarri”, do Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro, 1ª. edição de 1968, que eu, não podendo roubar o exemplar para mim (mais um pecado para confessar ao padre), tirei cópia na íntegra. Espero um dia poder ter o original!

O exemplar mais antigo que possuía até então é do ano de 1953 – Poemas escritos na Índia. Tenho outros da década de 1960 (1962, 1963); década de 1970 (1973, 1974); década de 1980 (1980, 1981, 1982, 1983). Depois são livros já publicados neste século presente. O único novo que adquiri neste período é o “Romanceiro da Inconfidência”, uma versão de bolso, de 2012, que comprei na livraria da EDUEL (Londrina).

No meu aniversário desse ano, minha irmã me presentou com um livro da Lygia Fagundes Telles e uma edição de bolso: “Cecília de bolso – uma antologia poética”, de 2014. Minha mãe me deu “Crônicas para jovens”, seleção, prefácio e notas biobibliográficas de Antonieta Cunha, da Editora Global, de 2012. Minha esposa me presentou com quatro exemplares: “Janela Mágica”, Editora Moderna, de 2003; “Canção da tarde no campo”, Editora Global, com ilustrações de Ana Raquel, 2ª edição de 2002; “O menino azul”, Editora Global, com ilustrações de Elma, de 2013. E o exemplar que motivou esse texto: “Rui, pequena história de uma grande vida”, biografia de Rui Barbosa, escrita por Cecília Meireles, sob encomenda da Casa de Rui Barbosa, edição comemorativa ao centenário de nascimento de Rui Barbosa, em 1949.

Foi amor à primeira vista. Tirou o trono de exemplar mais antigo do livro “Poemas escritos na Índia”. O livro é diferente de tudo que já tive de Cecília ou qualquer outro. Uma garota “prodígio” escrevendo sobre outro garoto “prodígio”. Um espírito humano elevadíssimo narrando poética e sensivelmente a história de vida de outro espírito igualmente elevado, de uma importância histórica para nosso país, que repercutiu internacionalmente.

Eu li num artigo sobre as comemorações do centenário de nascimento de Rui Barbosa que foi produzido 90 mil exemplares e distribuídos aos alunos do último ano (ensino médio?) por meio da Força Aérea Brasileira.

O livro é lindo, poético e sensível. Com fotografias relacionadas à vida de Rui Barbosa. Cada capítulo Cecília encerrou com uma citação do próprio Rui Barbosa. Um tesouro. Apresento algumas fotos do meu tesouro e finalizo com um checklist dos livros que tenho (sim) – e não tenho (em branco), de Cecília Meireles. Aceito presentes fora da época do meu aniversário. Livros de sebos são os melhores! Quanto mais velho, mais eu amarei! Minha busca pessoal é pelos originais.

 



















Obrigado! De nada! [atualizada em 07/11/2025]

 

Espectros, 1919

 Sim

Criança, meu amor, 1923

 

Nunca mais, 1923

 

Poema dos Poemas, 1923

 Sim

Baladas para El-Rei, 1925

 Sim

O Espírito Vitorioso, 1929 [exemplar fotocopiado e enviado por Fernanda Correia Dias, para a live acerca desta obra]

 

Saudação à menina de Portugal, 1930

 Sim

Batuque, samba e Macumba, 1933

 

A Festa das Letras, 1937

 

Viagem, 1939

Sim

Olhinhos de Gato,1940

 

Vaga Música, 1942

 

Poetas Novos de Portugal, 1944

Sim

Mar Absoluto, 1945

 Sim

Rute e Alberto, 1945 [versão digital, fotocopiada enviada por Fernanda Correia Dias para a live sobre esta obra]

Sim

Rui — Pequena História de uma Grande Vida, 1949

Sim

Retrato Natural, 1949

 Sim

Problemas de Literatura Infantil, 1950

 

Amor em Leonoreta, 1952

 

Doze Noturnos de Holanda, 1952

 

O Aeronauta, 1952

Sim

Romanceiro da Inconfidência, 1953

Sim

Poemas Escritos na Índia, 1953 [duas edições, a mais recente foi presente da Aliny Perrota]

 

Batuque, 1953

 Sim

Pequeno Oratório de Santa Clara, 1955

 Sim

Pistoia, Cemitério Militar Brasileiro, 1955

 

Panorama Folclórico de Açores, 1955

 

Canções, 1956

Sim

Giroflê, Giroflá, 1956

 Sim

Romance de Santa Cecília, 1957

 

A Bíblia na Literatura Brasileira, 1957

 

A Rosa, 1957

 

Obra Poética,1958

 

Metal Rosicler, 1960

 

Poemas de Israel, 1963

Sim

Antologia Poética, 1963

 

Solombra, 1963

 Sim

Ou Isto ou Aquilo, 1964 [edições 2012, 2024 e 1977, esta última presente da amiga Sueli Bortolin - outubro 2025]

Sim

Escolha o Seu Sonho, 1964

Sim

Crônica Trovada da Cidade de San Sebastian do Rio de Janeiro, 1965

 

O Menino Atrasado, 1966

 

Poésie (versão francesa), 1967

 

Antologia Poética, 1968

Sim

Poemas Italianos, 1968

 

Poesias (Ou isto ou aquilo& inéditos), 1969

 Sim

Flor de Poemas, 1972

 

Poesias Completas, 1973

 

Elegias, 1974

 

Flores e Canções, 1979

 Sim

Poesia Completa, 1994

 

Obra em Prosa - 6 Volumes - Rio de Janeiro, 1998

Sim

Canção da Tarde no Campo, 2001

 

Poesia Completa, edição do centenário, 2001, 2 vols. (Org.: Antonio Carlos Secchin. Rio de Janeiro: Nova Fronteira)

Sim

Crônicas de educação, 2001, 5 vols. (Org.: Leodegário A. de Azevedo Filho. Rio de Janeiro: Nova Fronteira)

 Sim

Episódio Humano, 2007

 p.S.: tenho outros livros em minha estante, como antologias, Cânticos (1982)...